Como as ferramentas da Web podem fazer a vida melhor

Nosso dia-a-dia na NoTopo é lidar com ferramentas da web: AdWords, Twitter, Blogs, Blip.fm, Analytics.
Também nos interessamos em como a web pode ajudar pessoas a empreender e de como o design pode fazer a vida mais fácil.
Todo dia a gente se depara com coisas interessantes...

Este blog é o resultado dessa busca.

Wednesday, May 26, 2010

Internautas podem decidir não serem monitorados pelo Google Analytics

Ruim para nós web marketers mas bom para a privacidade dos internautas.
Ou não?
Nesta terça-feira, o Google anunciou o lançamento de uma ferramenta que permite a internautas impedir que o Google Analytics capture os dados de internautas que assim o desejarem, independente do site em que estiverem navegando.
Trata-se de uma ferramenta que os usuários poderão instalar em seus browsers, e que impedirá a coleta de seus dados pessoais. Clique aqui para fazer download da ferramenta de opt out do google analytics.
Para quem não sabe, o Google Analytics é uma ferramenta que permite aos donos de sites coletar dados sobre a navegação de internautas no mesmo. Esses dados são colhidos e apresentados sempre de forma agregada, o que significa que é impossível que um determinado internauta seja individualizado e seu comportamento dissecado.
O Google Analytics não é a única ferramenta de captura de dados de internautas, nem a mais invasiva.
Até então, o pessoal do Google defendia o uso do seu Analytics justamente focando nessa característica de agregação de dados, que impede a individualização, dizendo que a privacidade de cada um estava devidamente protegida porque cada internauta é um ponto em uma equação, e os donos de sites só conseguem ver a média gerada.
Will DeVries, Policy Counsel do Google, que postou no blog oficial do Google a notícia, manifestou: "Ainda que o Google jamais informe sobre comportamentos de internautas individualizados, nós acreditamos em dar aos usuários mais escolha e controle, sempre que possível".
Veja o post no blog oficial do Google sobre opt out do analytics aqui.
A nós, web marketers, resta observar de que forma essa ferramenta pode impactar em nosso trabalho.
Será que ela irá pegar?
A primeira reflexão que me ocorre é que, supondo que ela venha  a ser usada por uma grande maioria, só o que ela vai impedir é que sites de empresas de menor porte, que não tem condições de pagar por sistemas caros e até mais invasivos de colheita de dados, saibam mais sobre o comportamento de seus clientes.
Não sei de nenhuma ferramenta de opt out colocada no mercado pela Omniture e outras empresas prestadoras de serviço das grandes empresas...
Além disso, sendo power user do Google Analytics, posso garantir que a afirmação do Google de que os dados não são individualizados e a privacidade é preservada é verdade.
Esses dados são utilizados, pelo menos por nossos clientes, com objetivo único de melhoria da experiência do usuário e capacidade de melhor servir os potenciais clientes.
Assim como dentro de uma loja o gerente observa a forma como os clientes se comportam para melhor servi-los (eles chegam cansados? coloque poltronas; chegam com sede? sirva água; não conseguem ser atendidos? coloque mais vendedores), dentro de um site o web marketer analisa os dados de navegação para permitir uma melhor experiência para o usuário.
Esperamos que os internautas enxerguem o valor de ter seus dados coletados, e não tornem o opt out uma regra....

Tuesday, May 4, 2010

Ning anuncia seu novo pacote de preços

Depois de muita celeuma no mundo da mídia social, Ning finalmente anuncia em seu blog oficial o novo pacote de serviços.
As redes de professores e alunos permanecerão isentas de custos, e haverá uma nova versão mais barata, por apenas U$3 por mês.
Para saber tudo sobre os novos pacotes, clique em: http://blog.ning.com/
É uma pena que o CEO, Jason Rosenthal, tenha escolhido primeiro apavorar o mercado e investidores, simplesmente anunciando que tudo seria pago, sem nem pensar qual seria o pacote de serviços, pois isso indispôs vários anteriormente fâs (como essa que vos escreve) a desencorajar usuários a migrar para sua plataforma.
Que o serviço eventualmente tornar-se-ia pago, ou "menos grátis", era algo que diversos já esperavam. Mas  não assim, à traição.
O serviço ainda permanece como a forma mais bacana e acabada de montar um site com todas as funcionalidades de uma rede social, mas o descrédito perante a comunidade (e investidores) sem dúvida deve vir a pesar no momento de novas redes se formarem usando a antes gratuita plataforma do Ning.
Afinal trata-se de uma ferramenta para redes sociais; redes sociais pressupõe pessoas, boas opiniões a respeito do serviço, etc....
O futuro vai dizer se Rosenthal era um visionário salvador, ao irromper internet adentro com esse comunicado, ou se ele apenas compremeteu de forma irreversível o destino antes possível do Ning.