PONTO NO.1 - é inegável que Scott Goodstein e Ben Self são as pessoas capacitadas p/ este trabalho, se é que ele pode ser feito. Ou seja, a parte "competência" está coberta.
No entanto, por melhor marketeiro que alguém seja, o produto tem que ter appeal.
Então:
- de 1 a 10 em "sexy", que nota vocês dariam para o Obama?
- e para a Dilma?
PONTO NO.2 - Para uma estratégia de aposta forte em um determinado canal, é preciso que as pessoas atingidas por aquele canal tenham forte identificação pelo "produto" vendido, mas também que o "produto" tenha alguma identificação com aquele canal p/ que a estratégia seja crível.
Assim, no caso do Obama, havia grande identidade do candidato (jovem, moderno, obviamente identificado com tudo aquilo que tem a ver com o progresso tecnológico "à americana") com o canal (internet, mídias sociais), e com as pessoas atingidas por aquele canal (jovens, empreendedores, pessoas ligadas em tecnologia e informação).
Agora, no caso da Dilma, o que vocês acham? Uma "senhoura", fortemente identificada com o "progresso a la cubana"....só para vocês terem uma idéia, o blog dela começa assim:
"Indicada pelo presidente Luiz Inácio da Silva..." quem mais vocês conhecem que tem o perfil do blog escrito por outros na terceira pessoa???
Identidade zero dela com a mídia social, né?
PONTO NO.3:
Uma das maiores críticas ao Obama é que ele tinha surgido do nada. Mal ou bem, a grande vantagem disso é que não existe muitas histórias negativas que as pessoas possam desencavar. E os inimigos, quando sabem que alguém está na internet, a primeira coisa que fazem é desencavar "os podres".
É que ninguém pode com a Hidra de Lerna - a serpente de mil cabeças - que é a mídia social, uma vez que ela esteja contra. Vide o caso do Sarney. Podem contratar o papa da mídia social, mas a gente continua digitando #ForaSarney.
E a Dilma, ao contrário do Obama, tem um passado...E QUE PASSADO!
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